Snapchat em Moçambique: como criadores transformam visualizações em receita estável
A luz da manhã entra pela janela do meu escritório em Maputo enquanto abro o Snapchat pela terceira vez hoje. Não é vício — é rotina de trabalho. Aos 44 anos, depois de anos a negociar contratos e a estudar literatura francesa, aprendi que a consistência bate a intensidade. Sempre. Mas há seis meses, a minha história era diferente. Publicava Stories com a mesma estética silk-robe que as minhas seguidoras adoram — velas aromáticas, chá a vaporizar, páginas de livros abertas — e via o alcance flutuar como maré. Um dia 12 mil visualizações. No seguinte, 800. O algoritmo parecia ter humor próprio. E com ele, a minha renda. ...